Cinco melhores notícias da década sobre Pro Tools

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Cinco melhores notícias da década sobre Pro Tools

Terminamos o ano de 2010 e achei que seria bom fazer uma lista como esta abaixo. Veja que é uma lista pessoal, e, obviamente, pode haver discordância por parte de todos. Ficarei aguardando nos comentários outros itens que vocês acham que poderiam estar na lista. A ordem é cronológica, e não tem nenhuma relação com o grau de importância:

1 – Nascimento do Pro Tools LE:

Em 1999, o Pro Tools TDM era considerado o melhor e mais profissional software de gravação digital da indústria. Mas, pelo seu alto custo, não era o mais popular. Cakewalk 8, Cubase VST e Logic 5 estavam na frente nesse quesito.

Interface de áudio Digi 001

Eis que a Digidesign veio com a notícia bombástica! Lançamento do Pro Tools LE (alguns dizem que significa “light edition” e outros “limited edition”), voltado para project studios. O anúncio era tentador e dizia que você poderia ter um Pro Tools por menos de mil dólares. Alias, lembro como se fosse ontem: US$799.

Era a chance que o mercado precisava para conhecer mais de perto o tão falado “Pro Tools”. Foi uma revolução e sucesso imediato. Todo mundo que estava louco para montar um estúdio, ou gravar seus trabalhos em casa, juntou seus R$3000 (preço praticado no Brasil) e limparam as prateleiras das lojas, que ficaram sem estoque.

Enquanto escrevia sobre este artigo, recebi um depoimento do sócio-diretor da ProClass, Rodrigo Meirelles: “Estava começando a montar um estúdio em casa e passei a usar diariamente em meu PC com Windows 98 o tal “software utilizado nos grandes estúdios”. Mesmo já sendo uma tendência natural do início do século, a Digi001 e o Pro Tools LE concretizaram, por meio da mesma linguagem, o processo de “ir e vir” das sessões entre estúdios e casas.”.

O Pro Tools virou o jogo, e o que era considerado o melhor sistema de gravação se tornou o mais popular também.

2 – Aumento dos níveis de undo:

O Pro Tools LE foi lançado na versão 5. Depois do encanto, veio a realidade: A versão LE era bem pesada, rodava muito mal em Windows e, por várias vezes, você tinha que lidar com a frustração de mixar uma música no talo e não ter sobra de CPU para fazer o bounce to disk.

Mas, sem sombra de dúvidas, o que mais irritava os usuários era o fato de só ter um nível de undo. Todos os softwares da época já adotaram muitos níveis de undo, ou até infinitos. Na versão 5.1, aumentaram para 16 níveis de undo, mas ainda era uma piada se comparado aos concorrentes.

Finalmente, na versão 6.1, foi aumentado para 32 níveis de undo. Ainda que alguns considerem pouco, foi uma notícia muito comemorada e um alívio para quem trabalha constantemente com edição.

3 – Elastic Audio:

Em 2007, no lançamento da versão 7.4 do Pro Tools, a Digidesign resolveu agitar o mercado mais uma vez. Em uma época na qual loops de todo tipo estavam em alta e o grande desafio era conseguir importar loops em qualquer BPM com praticidade, o Elastic Audio veio na hora certa!

Muito prático e instintivo de usar, acabou sendo utilizado para outras 1001 tarefas, como, por exemplo, alongar frases de vozes, alinhar dublagens e criar efeitos especiais com a função Varispeed.

Para quem apanhava horas com o Beat Detective, o Elastic Audio era um sonho se tornando realidade. Rápido, prático e fácil de se voltar atrás. O desejo de quantizar audio da mesma maneira que se quantizava MIDI foi finalmente alcançado.


4 – MIDI e Score Editor:

Se tinha uma coisa que o pessoal “do contra” adorava falar do Pro Tools é que a parte de edição MIDI deixava a desejar. Mesmo quem não trabalhava com MIDI falava isso. Era quase uma maldição que os usuários de Pro Tools tinham que ouvir toda semana de algum “Cubaser” ou “Cakewalker”.

Finalmente, com a chegada o Pro Tools 8, esses questionamentos foram destruídos. Não só implementaram uma ótima janela de Piano Roll (chamada de Midi Editor), como também implementaram uma janela chamada de Score Editor para visualizar, editar e imprimir partituras com qualidade impecável.

Foi uma notícia de impacto não só pelo benefício em si, mas também por denotar indicações de que coisas estavam acontecendo dentro da empresa. O Pro Tools era conhecido por ser um software muito “tradicionalista”, em que tudo deveria ser feito na Mix Window ou Edit Windows e botões de atalhos não se moviam nem por decreto. Na versão 8, não só começaram a criar novas janelas, como também começaram a permitir o usuário mudar botões de lugar, alterar cores, etc. Algo inimaginável há 10 anos.

5 – Funcionamento com qualquer hardware

Até novembro de 2010, se você quisesse utilizar o Pro Tools tinha que, obrigatoriamente, adquirir uma interface de áudio da empresa. Esse sempre foi o grande trunfo da Digidesign. Ajudava nas vendas de interfaces e parecia que esta política continuaria assim por muito tempo, pois os usuários estavam acostumados com essa prática.

Mas estamos observando mais um indício das mudanças políticas da Digidesign após ser adquirida pela Avid. Após 12 anos, o maior “tabu” foi quebrado, e a partir da versão 9, você poderá utilizar o Pro Tools com qualquer interface que tenha suporte para ASIO ou Core Audio.

Aproveite a liberdade! Quer conhecer opções de interfaces? Acesse o artigo anterior.

Cristiano Moura é certificado pela Avid como Pro Tools Expert Music Certified Instructor e ministra cursos de Pro Tools, Sibelius e Mixagem na ProClass, no Rio de Janeiro.

2011-02-15T14:18:55+00:00 fevereiro 15th, 2011|Categories: colunas, Pro Tools|

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4 Comments

  1. Silvio Dias fevereiro 22, 2011 at 10:31 pm - Reply

    Muito boa a sua coluna, Cristiano. Sou usuário do Pro Tools e aqui encontro dicas bem legais! To espalhando para os amigos tb!! Abraços, Silvio!

  2. Rodrigo Meirelles fevereiro 26, 2011 at 7:43 am - Reply

    Como sempre, muito bom! Parabéns!
    Abs,
    Rodrigo

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